Às vezes percorria nos teus olhos
manhãs de orvalho
a cor no tempo da descoberta
a transparência das formas
sempre lá
esperando pelo olhar sem mágoa.
Às vezes, tinha a ilusão
que vieras em madrugadas de riso solto
das minhas janelas à espera
do anoitecer.
Às vezes pressentia-te a meu lado errando
pelas terras do sol eterno
do jasmim bordejando muros
das vozes ao longe
quando o silêncio nos devolve o mundo.
E cada vez mais
sinto que nada há a fazer
senão escutar.
1 comentário:
Parabéns , este pode ser o início de uma bela aventura.
Eu também comecei um há dois anos mas ficou pelo caminho. Beijos.
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