terça-feira, 23 de setembro de 2008

Às vezes percorria nos teus olhos
manhãs de orvalho
a cor no tempo da descoberta
a transparência das formas
sempre lá
esperando pelo olhar sem mágoa.
Às vezes, tinha a ilusão
que vieras em madrugadas de riso solto
das minhas janelas à espera
do anoitecer.
Às vezes pressentia-te a meu lado errando
pelas terras do sol eterno
do jasmim bordejando muros
das vozes ao longe
quando o silêncio nos devolve o mundo.

E cada vez mais
sinto que nada há a fazer
senão escutar.

1 comentário:

Maria Manuel disse...

Parabéns , este pode ser o início de uma bela aventura.
Eu também comecei um há dois anos mas ficou pelo caminho. Beijos.